sábado, 19 de outubro de 2013

De novo!

 

 

Estamos esperando o Miguel ou a Maria Carolina para Maio de 2014, e mais uma vez temos a expectativa de amamentar exclusivamente por 6 meses!

 

Yey!!!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Amamentação x pintar o cabelo

 

Desde a gravidez eu estava usando o tonalizante Color Touch, mas ele não dura muito, e eu tenho muitos cabelos brancos… a minha bebê tem quatro meses e ainda tem muito tempo de amamentação pela frente… minha raiz só ia crescendo!! Que dilema…

Aí, fui procurar no pai dos burros (Google) e achei, no site da Sociedade Brasileira de Pediatria:

“Como se trata de substância de uso tópico com absorção desprezível pela pele, na prática clínica permitimos que as mães pintem seus cabelos. Parece não haver evidência de risco com exposição gestacional (e provavelmente na lactação também) a esses produtos. Recomenda-se, apenas, que se tenha preferência por produtos mais naturais e que não contenham amônia. Exposições inadvertidas a quaisquer desses produtos não devem ser motivo de preocupação. Uma dermatologista colocou alguns produtos como mais seguros: "Color Touch (tonalizante sem amônia), Reflexos, Colorantes: Dedicace, Casting". Evitar as que contém acetato de chumbo, por causarem metahemoglobinemia. Concordamos que a melhora da auto-estima constitui um fator benéfico para a manutenção do aleitamento.”

Ok, tudo bem, então a Color Touch é a melhor, mas será que seria a única que eu poderia usar? Meu cabelo estava um lixo!!

No site da L´Oreal, eu encontrei:

18. A L'ORÉAL TEM ALGUMA COLORAÇÃO COM SAIS METÁLICOS?

Não. Nenhuma coloração da L’Oréal possui sais metálicos, incluindo chumbo, em suas composições.

Bom, então, como a tintura Imedia da L´Oreal não tem chumbo e a absorção pela pele é desprezível, sendo a questão da amônia uma recomendação, e não uma proibição – e a Imedia nem tem tanto cheiro de amônia assim durante a aplicação, eu pintei minhas madeixas hoje! U-hu ! Outro nível! E a bebê continua mamando normalmente, não houve qualquer alteração nela, está superbem!

Bom, gente, é isso aí, as informações estão aí, agora cada uma toma a decisão que melhor lhe convier!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Oração da mãe ao amamentar o filho

 

 

“Da boca das crianças de peito sai um louvor

que confunde os nossos adversários” (Salmo 8).

 

Ó meu Deus, Pai de misericórdia,

creio no vosso Amor infinito por nós pecadores,

pois enviastes o vosso Filho Nosso Senhor Jesus Cristo

para salvar-nos por sua Paixão e Morte na Cruz

e para sustentar-nos com seu sagrado Corpo e precioso Sangue,

enquanto esperamos a glória da ressureição.

O ato de amamentar me faz lembrar o vosso Filho

alimentando o mundo com seu próprio Corpo e Sangue.

Dou-vos graças por poder imitar a ação do vosso Filho,

dando de mim mesma ao filho que me destes.

Peço-vos a graça de vos amar cada vez mais!

Abençoai a criança que amamento,

dando-lhes os dons do Espírito Santo

e que ela cresça sob a proteção da Virgem Maria.

Amém.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Leite Anterior e Leite Posterior

 

 

leite materno

 

O recipiente à esquerda mostra o leite anterior e o da direita mostra o leite posterior.

Segundo o Centro de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno da UnifeSP, o leite anterior, como o próprio nome diz é o leite que sai logo no início da mamada. É rico em fatores de proteção (células, como os macrófagos, imunoglobulinas e outros). O leite posterior vem em seguida e é rico, principalmente, em calorias.

Segundo o Guia do Bebê, um erro comum que não sacia a fome do bebê é mudar de peito sem esvaziar o primeiro completamente. Fazendo isso, o bebê toma todo o leite anterior de um peito e do outro peito. Quem não fica de barriga cheia depois de beber um monte de água? Mas a fome aparece rapidinho e é por isso que o bebê que acabou de mamar os dois peitos acorda logo chorando de fome. Deixe o bebê esvaziar todo um peito para depois oferecer o outro, assim terá certeza que o bebê mamou o leite anterior e o posterior.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Momento mágico

 

 

Minha princesinha de 10 dias, fazendo o que mais gosta…

 

12232011(001)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mamífera de segunda viagem…

 

 

Chegou Maria Isabel, e inicio mais uma jornada mamífera… pensei que dessa vez tudo seria mais fácil, já que sou “veterana”… rsrs ledo engano… cada bebê tem sua personalidade, seu jeito, suas manias, e, se Bel é tão bezerra quanto a irmã, é também mais ágil para abocanhar o peito, e se eu der bobeira enquanto me ajeito na poltrona ela já me pegou antes de eu ter a oportunidade de ajeitar a pega, escolher onde está menos rachado / esfolado… rsrsrs

O leite não demorou a descer, eu já tinha colostro no dia do parto e, ao sair da maternidade, o leite já começava a descer… tive febre baixa, o seio esquerdo ficou engurgitado (isso não mudou desde a primeira vez, esse lado é sempre problemático, não idéia do porquê), haja bombinha, massagem, e claro, bebê sugando !

Bicos doloridos, bebê com boquinha pequena e queixo retraído, não quer abocanhar a auréola por nada… ai ai ai essas minhas princesas que puxaram o papai… rsrsrsrsrs tudo de novo… mas ao mesmo tempo a mesma alegria presente em ter essa coisa rica aconchegadinha ao seio e se alimentando do melhor que posso oferecer. E que mãe não faz o melhor, quando pode?

O material que está aqui compilado me será útil, vou revisar e recordar!

Um grande abraço mamífero !! E que (re)comecem os trabalhos do Mama Sutra!

domingo, 20 de novembro de 2011

Update !

 

 

Quando da última postagem, eu estava com uma infecção urinária, tomando remédios que não atrapalharam a amamentação.

Um mês depois, me descobri grávida novamente! Maria Isabel chega em dezembro, e aí então, terei que reler todas as dicas que postei aqui, pois começarei tudo novamente !!

sábado, 26 de março de 2011

Amamentação x Tratamento da Mãe com Medicamentos

 

 

Se você precisa tomar um medicamento e tem medo que prejudique o bebê, olhe na bula o nome do princípio ativo, e faça uma consulta nos sites abaixo:

E-LACTANCIA.ORG

FIOCRUZ (em português; dê ctrl+F, escreva o nome da substância no campo de pesquisa para localizá-la).

 

Neste momento estou lutando contra uma infecção urinária. O médico substituiu a usual norfloxacina pela macrodantina, pois esta última é mais segura para a amamentação.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ABC premiado com o Selo Sunshine Award !

 

 

Fomos premiadas !!

 

SELO 2

“Este selo representa uma rede infinita de indicação dos melhores blogs da internet no Brasil. Significa que a Sunshine award está reconhecendo o ótimo trabalho realizado em seu blog!

O selo e o prêmio servem de reconhecimento e iniciativa aos trabalhos dos blogueiros de todo Brasil, criando uma rede de indicações e blogs."

Este selinho ganhei da Aline, do blog FEMINA – MODÉSTIA E ELEGÂNCIA, a Audrey Hepburn brasileira… rsrs

Quem recebe o selo deve seguir algumas regrinhas:
1-Criar um artigo sobre o prêmio.
2-criar um link do blog que o indicou.
3-Indicar 12 blogs p/ Sunshine Awards (não tem problema indicar para alguém que já recebeu)
4-Informar aos indicados sobre o prêmio.

Blogs que indico (vou atualizando aos poucos, conforme for conhecendo mais blogs legais de amamentação):

  1. Matrice
  2. Blog Mamíferas
  3. De Peito Aberto

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amamentação Prolongada e Desmame

 

Elsa Regina Justo Giugliani*
*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)


O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores socioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não amamentação ou amamentação sub-ótima pode favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos “modernos” de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.

Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”. Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.

Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, muito poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos. Pois, para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:

Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame
• Idade maior que um ano
• Menos interesse nas mamadas
• Aceita variedade de outros alimentos
• É segura na sua relação com a mãe
• Aceita outras formas de consolo
• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais
• Às vezes dorme sem mamar no peito
• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar
• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:
Quadro 2. Vantagens do desmame natural
• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança
• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame
• Fortalece a relação mãe-filho
• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.

Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores
• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar
• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança
• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível
• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão
• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período
• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres
• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.

Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.

As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.

Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Apoio às mães que amamentam após um ano

 

 
 

Por Carlos González

As mães que continuam amamentando após um ano enfrentam muitos problemas, sobretudo devido às críticas de quem crê que isso “não é normal” e as ameaçam com todo tipo de doenças e catástrofes.

Na realidade, não se conhece qual é a idade “natural” do desmame no ser humano. Cada cultura tem a esse respeito seus próprios costumes, apesar de que nenhuma desmama tão cedo quanto a cultura ocidental do século XX. A antropóloga norte-americana Katherine Dettwyler (1) abordou a questão a partir da zoologia comparada, generalizando uma hipotética idade para o desmame no ser humano a partir dos dados referentes a outros primatas, a partir de vários parâmetros que se correlacionam de forma mais ou menos exata com a amamentação:

a) Segundo o peso do nascimento.

Costuma-se dizer que os mamíferos se desmamam quando triplicam o peso do nascimento. Isso só é válido para os animais pequenos; os animais de tamanho parecido com o nosso se desmamam após quadruplicar o peso do nascimento, o que seria aproximadamente aos dois anos e meio.

b) Segundo o peso do adulto.

Muitos mamíferos se desmamam ao alcançar aproximadamente a terça parte do peso do adulto. Como em nossa espécie o homem adulto é maior, isso representaria um desmame mais tardio: os meninos com sete anos (ao alcançar os 23 kg), e as meninas um pouco antes dos seis anos (com 19 kg).

c) Segundo o peso da mãe.

Os pesquisadores Harvey e Clutton-Brock constataram que, em um grande número de primatas, a idade do desmame em dias é igual ao peso de uma fêmea adulta em gramas multiplicado por 2,71. Aplicando essa fórmula a uma mãe de 55 quilos, corresponderia a desmamar aos três anos e quatro meses.

d) Segundo a duração da gestação.

A relação entre a duração da amamentação e a duração da gestação é muito variável entre os primatas, mas parece ter relação com o tamanho dos indivíduos. Nos macacos pequenos, essa relação costuma ser inferior a dois; mas entre nossos parentes mais próximos (em parentesco e tamanho), a relação é de 6,4 para o chimpanzé e de 6,18 para o gorila. Se assumirmos que para o ser humano essa relação deverá ser também superior a 6, o resultado é um mínimo de quatro anos e meio de amamentação.

e) Segundo a dentição.

O desmame pode acontecer em muitos primatas quando ocorre a erupção do primeiro molar permanente, o que corresponderia aos 6 anos do ser humano.

Em conclusão, Dettwyler supõe que a idade normal do desmame no ser humano é entre os dois anos e meio e os sete anos.

No congresso espanhol de grupos de mães, ocorrido no ano de 2001 em Zaragoza, realizamos uma pesquisa para averiguar qual era a duração da amamentação entre as mães participantes, e que vantagens e desvantagens encontravam as mães que amamentam bebês após um ano.

Trata-se de uma amostra altamente selecionada (mães com suficiente interesse e meios econômicos para participar do evento), e que de modo algum representa a sociedade espanhola. Mas nos permite afirmar que a amamentação depois de um ano existe, ainda que seja em um grupo pequeno.

Responderam ao questionário 95 mães que juntas têm 174 filhos. Trabalham fora de casa 74, e 78 haviam amamentado mais de um ano. Somente 15 mães haviam praticado amamentação tandem (ou seja, amamentado dois filhos de idades diferentes ao mesmo tempo).

Portanto, não é preciso ser dona de casa para amamentar por mais de 1 ano.

O resultado foi o seguinte:

Formação – total – Amamentaram por mais de 1 ano

Graduação – 31 – 30

Cursos seqüenciais/tecnólogo – 32 – 22

Curso técnico – 17 – 14

Ensino médio – 13 – 10

Ensino fundamental – 2 – 1

Isso contrasta com a situação tradicional de algumas décadas, em que apenas as mães pobres de zonas rurais amamentavam após 1 ano de idade. É precisamente entre as mães mais cultas e informadas que se recupera a prática da amamentação.

No momento da entrevista, 109 bebês haviam sido desmamados, com uma idade média de 19,1 meses, enquanto que 65 seguiam mamando, com una idade média de 20,9 meses. Ou seja, que já superaram a média e continuam mamando, o que fará com que a média global aumente muito quando ocorrer o desmame dessas 65 crianças.

A comparação entre os filhos de uma mesma mãe mostra também um incremento progressivo na duração da amamentação. Entre 20 mães com três filhos ou mais, a duração média da amamentação do primeiro filho foi de 12,8 meses. Do segundo filho, um (50 meses) ainda mamava, e os demais haviam sido desmamados com uma idade média de 19,3 meses. Do terceiro filho, 13 seguiam mamando (idade média de 25,9 meses) e 7 estavam desmamados (com média de idade de 29,3 meses). Podemos dizer que a amamentação prolongada foi tão satisfatória para essas mães, que repetiram e aumentaram a dose com os demais filhos. Com certeza, também há mães que não tiveram uma experiência satisfatória na amamentação, e é provável que estas mães não participem de congressos de amamentação.

O resultado foi o seguinte:

Formação – total – Amamentaram por mais de 1 ano

Graduação – 31 – 30

Cursos seqüenciais/tecnólogo – 32 – 22

Curso técnico – 17 – 14

Ensino médio – 13 – 10

Ensino fundamental – 2 – 1

Isso contrasta com a situação tradicional de algumas décadas, em que apenas as mães pobres de zonas rurais amamentavam após 1 ano de idade. É precisamente entre as mães mais cultas e informadas que se recupera a prática da amamentação.

No momento da entrevista, 109 bebês haviam sido desmamados, com uma idade média de 19,1 meses, enquanto que 65 seguiam mamando, com una idade média de 20,9 meses. Ou seja, que já superaram a média e continuam mamando, o que fará com que a média global aumente muito quando ocorrer o desmame dessas 65 crianças.

A comparação entre os filhos de uma mesma mãe mostra também um incremento progressivo na duração da amamentação. Entre 20 mães com três filhos ou mais, a duração média da amamentação do primeiro filho foi de 12,8 meses. Do segundo filho, um (50 meses) ainda mamava, e os demais haviam sido desmamados com uma idade média de 19,3 meses. Do terceiro filho, 13 seguiam mamando (idade média de 25,9 meses) e 7 estavam desmamados (com média de idade de 29,3 meses). Podemos dizer que a amamentação prolongada foi tão satisfatória para essas mães, que repetiram e aumentaram a dose com os demais filhos. Com certeza, também há mães que não tiveram uma experiência satisfatória na amamentação, e é provável que estas mães não participem de congressos de amamentação.

Responderam da seguinte forma à pergunta de se as pessoas relacionadas apoiaram ou criticaram a amamentação (pergunta feita a todas as mães, incluindo as que desmamaram antes de 1 ano de idade):

quem – apóiam – criticam

Marido ou companheiro – 77 – 6

Amigas ou vizinhas – 47 – 53

Mãe ou sogra – 44 – 39

parteira – 27 – 6

Outros parentes – 22 – 43

pediatra – 15 – 36

enfermeiras – 6 – 19

Médico ou GO – 5 – 9

Outros – 29 – 14

Considerando que cada mãe pode ter vários amigos ou vários pediatras, alguns grupos apareciam ao mesmo tempo aprovando e criticando. Observamos que o papel dos profissionais de saúde é em geral negativo, salvo no caso das parteiras. E, em todo caso, parecem influenciar menos, tanto para o bem como para o mal, que parentes e amigas. Como se nos mantivéssemos à margem.

Destaque muito positivo para o papel do marido, que quase nunca critica e que é a pessoa que mais aprova. Duvidamos que isto reflita um grande interesse pela amamentação entre os maridos espanhóis em geral, e achamos que , na verdade,aconteceu uma seleção natural: o apoio incondicional do marido é quase imprescindível para que uma mãe consiga amamentar, desfrutar da sua experiência, envolver-se num grupo de apoio e participar de um congresso sobre amamentação.

Por último, perguntamos o que foi mais agradável e o que foi mais desagradável ao amamentar bebês maiores de 1 ano:

O que é mais agradável ao amamentar bebês maiores de 1 ano:

Contato físico, olhar, vínculo – 36

Relação especial, amor, algo teu – 34

Felicidade materna, realização pessoal – 20

Comodidade e liberdade – 14

O melhor alimento – 12

Bebê feliz – 10

Consolo ou calma para o bebê – 8

É algo natural – 3

Mais saudável para o bebê – 6

Carinho – 1

O que é mais desagradável ao amamentar bebês maiores de 1 ano:

Críticas de outras pessoas – 33

Nada – 14

Mamadas noturnas – 10

Pedir muito quando a mãe não deseja – 4

Difícil de conciliar com irmãos maiores – 4

Mordidas – 4

Desmame – 4

Falta de informação profissional e de apoio social – 4

Dependência – 4

Sensação de que não vai deixar de mamar – 2

Não poder sair de noite – 2

Dificuldade para conciliar com inquietudes maternas – 2

Desinformação (medo absurdo) – 1

Problemas mamários (mastites, rachaduras) – 1

Angústia – 1

Conforme era esperado, essas mães encontram muito mais satisfações que problemas (de outro modo, não o teriam feito). Entre as vantagens se dá muito mais importância aos aspectos afetivos e psicológicos que à nutrição e à saúde física; enquanto que entre os inconvenientes destacam-se as críticas recebidas de outras pessoas, e um grande número de mães espontaneamente afirmam que não houve nada desagradável em sua experiência.

Portanto, a amamentação após uma ano de idade do bebê é uma realidade entre algumas mulheres espanholas, sobretudo de classe média-alta, e parece que a prática está crescendo. É preciso que nós profissionais de saúde adotemos um papel mais efetivo de apoio às mães que amamentam, e que contribuamos na educação da população para que estas mães recebam o respeito que merecem.

(1) Stuart-Macadam P, Dettwyler K. Breastfeeding. Biocultural perspectives. Aldine de Gruyter, New York, 1995

Tradução: Fernanda Mainier

Revisão: Luciana Freitas

Original em espanhol http://www.dardemamar.com/Lactancia_prolongada_por_Carlos_Gonzalez.pdf

Fonte: http://matrice.wordpress.com/amamentar-mais-de-um-ano/

domingo, 11 de julho de 2010

Angústia da Separação (Crise dos 8 meses)

 

Pode não ser especificamente sobre amamentação mas é muito bom saber… essas imagens são da comunidade Pediatria Radical, no Orkut.

 

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Leite e Lágrimas

 

Esta semana encarei o triste drama da mãe que trabalha fora. Embora eu não seja mãe de primeira viagem, quando Matheus nasceu, em 1998, eu era professora, tinha horários mais flexíveis e trabalhava perto de casa, então era fácil dar uma fugidinha para vê-lo no meio do dia.

Agora, aos 35 anos, tendo experimentado a maternidade na maturidade, tendo curtindo intensamente a amamentação exclusiva, me vi frente à necessidade de retornar ao trabalho em tempo integral.

trabalho

Graças a Deus, minha princesa vai ficar bem, pois estará cuidada pelo pai, que trabalha em casa, pela minha cunhada e pela minha sogra, que são minhas vizinhas de rua.

Na hora de sair, levamos ela para a casa da vó, eu dei beijo na cabecinha e um cheiro, ela ria, não desconfiava de nada… saí e entramos no carro eu e meu marido, que me leva sempre até o ponto do transporte… em silêncio, eu tentava controlar as lágrimas, que teimavam em rolar… meu marido viu e segurou minha mão, em solidariedade… pude perceber que ele também tinha um nó na garganta…

Ela sentiu muita falta no primeiro dia, terça-feira passada (20/04/2010). Meu marido disse que ela nem tirou as sonecas costumeiras, ficou chorosa, sentindo falta da mamãe… ficou “jururu”, como diz minha sogra… eu, do lado de lá, também parecia aérea, todos no trabalho à minha volta, me dando boas vindas, querendo saber novidades da princesa, querendo me atualizar sobre o que mudou no serviço, nas rotinas de trabalho, e eu sem conseguir me concentrar, a cabeça longe, em casa, e os seios cheios de leite, vazando…

Hora de extrair o leite, contei com a ajuda de uma colega, que conseguiu uma extensão para mim, pois o banheiro, único lugar com privacidade, não tem tomada para minha bomba elétrica. Realmente banheiro não é o lugar ideal para isso, pois é um ambiente contaminado. No entanto, mantive os potinhos fechados até a hora de fazer a transferência do leite do recipiente, para minimizar os riscos. Tirei um potinho e meio de leite… e precisei novamente conter as lágrimas.

Guardei os potinhos na geladeira – tipo um frigobar – da minha chefe: meio “mico” entrar na sala dela com dois potes de leite, mas ela foi super compreensiva.

Eu amo o meu trabalho e todos que me conhecem sabem disso… mas a maternidade e a licença mexeram comigo, não sou mais a mesma… embora vá enfrentar os mesmos dilemas de toda mãe que trabalha: faltar ao trabalho nos dias do pediatra? quem vai levar? criança doente: faltar ao trabalho?

Infelizmente a sociedade não é organizada de uma forma que a mulher possa estar com os filhos mais tempo, como por exemplo, nos dois primeiros anos, em que a OMS recomenda a amamentação (seis meses de amamentação exclusiva, e depois mais um ano e seis meses de amamentação prolongada). Atualmente, em geral,  para que a família possa ter uma existência digna ambos os cônjuges precisam trabalhar fora. Há exceções – conheço mulheres que podem exercer a opção de serem mães em tempo integral – como têm sorte !

Quando sair para trabalhar, todos os dias, irei com o coração partido, com lágrimas nos olhos, com o peito cheio de leite e tristeza. Contarei os minutos para estar de novo com minha princesa… serei recebida com um lindo sorriso banguela, com gritinhos e risadinhas… e então darei aconchego em um abraço, enquanto bracinhos afobados puxam minha blusa procurando o “mamá”…

Ser mamãe e ser “mamá” se confundem na minha rotina de leite e lágrimas.

Publicado originalmente em meu blog pessoal: CHEZ MAITE

sexta-feira, 19 de março de 2010

Composição do Leite Materno

 

 

Considerações gerais sobre as modificações na composição
do leite materno

O leite materno nem sempre tem exatamente a mesma composição. Há algumas modificações importantes e normais. A composição do leite também apresenta pequenas variações com a alimentação da mãe, mas essas alterações raramente têm algum significado.

Colostro

Nos primeiros dias depois do parto as mamas secretam colostro. O colostro é amarelo e mais grosso que o leite maduro e é secretado apenas em pequenas quantidades. Mas isto é suficiente para uma criança normal e é exatamente  aquilo de que precisa para os primeiros dias. Contém mais anticorpos e mais células brancas que o leite maduro. Dá a primeira “imunização” para proteger a criança contra a maior parte das bactérias e vírus.

O colostro é também rico em fatores de crescimento que estimulam o intestino imaturo da criança a se desenvolver. O fator de crescimento prepara o intestino para diferir e absorver o leite maduro e impede a absorção de proteínas não digeridas. Se a criança recebe leite de vaca ou outro alimento antes de receber o colostro, estes alimentos podem lesar o intestino e causar alergias.

O colostro é laxativo e auxilia a eliminação do mecônio (primeiras fezes muito escuras). Isto ajuda a evitar a icterícia.

O colostro é exatamente o que o bebê precisa nos primeiros dias!.

Leite Maduro

Em uma ou duas semanas, o leite aumenta em quantidade e muda seu aspecto e composição. Este é o leite maduro que contém todos os nutrientes que a criança precisa para crescer. O leite materno maduro parece mais ralo que o leite de vaca, o que faz com que muitas mães pensem que seu leite é fraco. É importante esclarecer que esta aparência aguada é normal e que o leite materno fornece água suficiente, mesmo em climas muito quentes.

Leite do começo e leite do fim

O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que sua composição muda até mesmo durante a mamada!

Leite do Começo:

O leite do começo surge no início da mamada. Parece acinzentado e aguado. É rico em proteína, lactose, vitaminas, minerais e água.

Leite do Fim:

O leite que surge no final da mamada parece mais branco do que o leite do começo porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais rico em energia. Fornece mais da metade da energia do leite materno.

A criança precisa tanto do leite do começo quanto do fim para crescer e se desenvolver. É importante deixar que ela pare espontaneamente de mamar. A interrupção da mamada pode fazer com que receba pequena quantidade de leite do fim (e , consequentemente, menos gordura).

Na época das amas de leite, essas mulheres eram obrigadas a alimentar primeiro os filhos dos patrões e seus filhos recebiam apenas o leite do fim. Conseqüentemente recebiam toda a gordura e muitas vezes eram castigadas porque seus filhos cresciam mais que os filhos dos patrões!

Resumos dos Principais Componentes Imunológicos do Leite Materno

    Componentes

    Mecanismo

    IgA Secretora

    Impermeabilização antisséptica das mucosas (digestiva, respiratória, urinária)

    Lactoferrina

    Ação Bacteriostática (retirada de ferro)

    Lisozima

    Ação bactericida (Lise das bactérias)

    Macrófagos

    Fagocitose (engloba as bactérias)

    Fator bífido

    Lactobacilos – ácidos orgânicos: bactericida. 

O leite de vaca, também contém fatores imunológicos de ótima qualidade, mas para o bezerro. Esses fatores só funcionam para a própria espécie, ou seja, não vale de um animal para outro de espécie diferente. Contudo, alguns desses fatores até poderiam funcionar, mas eles são destruídos pela armazenagem e pela fervura do leite.

 

Fonte: Ache Tudo e Região

Como o leite é produzido no seio

 


O começo do processo durante a gravidez

Se você estiver grávida, provavelmente já percebeu mudanças nos seus seios. Essas alterações físicas - seios mais inchados, sensíveis e aréolas (o círculo da pele ao redor do mamilo) mais escurecidas – são algumas das primeiras “dicas” de que você vai ter um bebê!

Os especialistas acreditam que a mudança da cor também pode ser uma ajuda para a amamentação. É a maneira que a natureza tem de fornecer um “guia” visual que ajuda os recém-nascidos a encontrar o seio (“ei, o jantar está aqui!!!”). Um outro sinal da gravidez é o aparecimento de pequenos carocinhos em torno da aréola chamados “glândulas de Montgomery”, que também têm um papel fundamental na amamentação. Estes pequenos caroços produzem uma substância oleosa que limpa, lubrifica e protege o mamilo de infecções durante a amamentação.

O que está acontecendo dentro do seu seio

Talvez ainda mais impressionante que esta transformação visível são as grandes mudanças que ocorrem dentro dos seus seios. Sua placenta estimula a liberação do estrogênio e progesterona, que, por sua vez, estimulam o complexo sistema biológico que faz a lactação possível. Antes da gravidez, seus seios eram compostos de uma combinação do tecido de sustentação, glândulas lactíferas e gordura (a quantidade de gordura varia entre as mulheres, e é por isso que os seios têm tal variedade de tamanhos e formas). De fato, seus seios têm se preparado para essa gravidez desde que você era um embrião de seis semanas, no ventre da sua mãe.

Anatomia da mama

Quando você nasceu, a maioria dos seus ductos lactíferos – uma rede de canais por onde passa o leite através do seio – já estavam formados. Suas glândulas mamárias permaneceram “em repouso” até a puberdade, quando uma inundação do estrogênio fez com que seus seios crescessem e desenvolvessem. Durante a gravidez, essas glândulas começam a trabalhar a todo vapor...

Quando seu bebê nasce, o tecido glandular substituiu a maioria das células lipídicas o que explica o seu seio maior-que-nunca. Cada seio pode ter até cerca de 680 gramas!

Entre as células gordurosas e o tecido glandular fica uma intricada rede de canaletas ou canais chamados ductos lactíferos. Os hormônios da gravidez provocam um aumento de número e tamanho nos ductos lactíferos. Estes ramificam-se em canais menores e, terminam em

chamados lóbulos. O leite materno é produzido nesses alvéolos. Cada mama tem entre 15 e 20 lóbulos com um ducto lactífero para cada lóbulo.

O leite é produzido dentro dos alvéolos, que são cercados por células musculares que espremem as glândulas e mandam o leite para fora através dos ductos. Pequenos ductos conduzem a um ducto maior que se alarga em um “reservatório” chamado seio lactífero, que fica logo abaixo do aréola. Os seios lactíferos agem como reservatórios que guardam o leite até que seu bebê o sugue através de minúsculas aberturas em seu mamilo.

A Mãe Natureza é tão esperta que esse complexo sistema do ductos está completamente formado em algum momento durante seu segundo trimestre, assim você poderá nutrir seu bebê mesmo se ele nascer prematuramente.

A produção se acelera, depois que o bebê nasce

Produção de leite e prolactina

Você começará a produzir leite em “escala total” cerca de 72 horas depois do nascimento do bebê. Uma vez que você expele a placenta, os níveis de estrogênio e progesterona diminuem drasticamente em seu corpo. Ao mesmo tempo, o nível do prolactina aumenta. Este hormônio produzido na glândula pituitária sinaliza ao seu corpo para produzir lotes de leite para nutrir seu bebê. Os estudos mostram também que a prolactina pode fazer você sentir-se mais "maternal," por isso alguns especialistas  chamam este de “hormônio materno”.

Quadro demonstrativo do reflexo de prolactina ou reflexo de 
produção do leite

Enquanto seu corpo se prepara para a lactação, ele bombeia sangue extra nos alvéolos, fazendo seus seios ficarem firmes e cheios. As veias sangüíneas inchadas, combinadas com uma abundância de leite, podem fazer seus peitos temporariamente dolorosos e engurgitados, mas se você amamentar freqüentemente, nos no primeiros poucos dias poderá aliviar todo desconforto.

Cada vez que a criança suga, estimula as terminações nervosas do mamilo. Estes nervos levam o estímulo para a parte anterior da glândula pituitária que produz a prolactina. Esta, através da circulação sanguínea, atinge as mamas que produzem o leite. A prolactina atua depois que a criança mama e produz leite para a próxima mamada.

Essas etapas, desde a estimulação do mamilo até a secreção do leite, são chamadas reflexo de produção ou reflexo da prolactina.

A glândula pituitária produz mais prolactina durante a noite do que durante o dia. Portanto, o aleitamento materno à noite ajuda a manter uma boa produção de leite. 

Primeiro vem o colostro

Foto de mãe amamentando com esquema demonstrativo do reflexo 
de descida do leite

Nos primeiros dias de nascido, seu seio vai produzir uma substância cremosa, altamente protéica, com baixa gordura chamada colostro . Provavelmente, nos últimos meses da gravidez você já viu algumas gotas dessa substância grossa e amarelada (algumas mulheres têm até mesmo um pouco de colostro no segundo trimestre da gravidez). Este precioso, facilmente digestivo "primeiro leite" é cheio de anticorpos contra doenças chamados imunoglobulinas que fortalecem o sistema imunológico do seu bebê .

Como o leite flui de você para seu bebê
Para que seu bebê aprecie seu leite, ele deve "baixar" ou ser liberado dos alvéolos internos.

É assim que isso acontece: seu bebê suga seu mamilo, estimulando a glândula pituitária a liberar a ocitocina – assim como a prolactina - em sua corrente sangüínea.

Quando alcança seu seio, a ocitocina faz com que os minúsculos músculos em torno dos alvéolos (cheios de leite) contraia-se. O leite é expelido para os ductos por onde é transportado para os seios lactíferos, que ficam logo abaixo do aréola. Enquanto suga, seu bebê pressiona o leite que está dentro desses seios lactíferos e faz com que jorrem direto em sua boca....

A criança não consegue quantidade suficiente de leite somente pela sucção,  precisa do reflexo de “descida” para ajudar. Se o reflexo não funcionar a criança não conseguirá leite suficiente.

Ajudando e Inibindo o Reflexo da Ocitocina

O reflexo da ocitocina é mais complicado do que o reflexo da prolactina. Os sentimentos, os pensamentos e as sensações da mãe podem afetar esse processo. Freqüentemente seus sentimentos ajudam, mas algumas vezes podem inibir o reflexo.

A glândula de uma nutriz pode produzir ocitocina se pensar no filho com carinho, ao trocar olhares com ele ou se escutar seu choro. A seguir, ela sente a contração na mama e o leite pode “descer”. Suas mamas estão prontas para amamentar...

Por outro lado, esses sentimentos podem inibir o reflexo da “descida” do leite:

  • se a mãe está preocupada ou com medo por alguma razão;

  • se ela tem dor – especialmente se a amamentação for dolorosa;

  • se ela estiver envergonhada.

Portanto, se a nutriz tem sentimentos positivos e confiança em sua capacidade de amamentar, o leite “desce” tranquilamente. Mas, se tem dúvidas, suas preocupações podem inibir a “descida” do leite.

Nos primeiros dias de amamentação, você pode sentir algumas contrações em seu abdômen enquanto o bebê suga. Esse pequeno desconforto sinaliza a liberação do ocitocina, que ajuda a contrair o útero, fazendo com que ele retorne ao tamanho normal mais rapidamente (e a diminuindo o risco de hemorragia no pós-parto, uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil). Este mesmo hormônio foi responsável pelas contrações do seu útero no parto e faz parte das relações sexuais. Você vai sentir-se mais calma, satisfeita, e alegre enquanto nutre seu bebê. Por isso a ocitocina é, também, conhecida como o hormônio do amor!

À medida que o seu fluxo de leite aumenta, você pode sentir também algum formigamento, ardência ou comichão em seus seios. Seu leite pode gotejar ou mesmo espirrar quando estiver “descendo”. Será bom se você puder criar um ambiente calmo para amamentar - se você estiver relaxada durante a amamentação, seu leite fluirá mais livre e facilmente. De fato, muitas mulheres comparam a amamentação a aprender a andar de bicicleta: pode ser complicado no início, mas uma vez que você - e seu bebê - aprendem, transforma-se em um ato natural.

 

Fonte: Ache Tudo e Região

terça-feira, 16 de março de 2010

Blusas para Amamentação - II

 

Para as mamães que querem privacidade e estilo para amamentar seus pequenos, mais uma dica, essa veio da minha amiga Márcia @NiHondinha:

CRIANDO GENTE

A Criando Gente é da Designer Flávia Mesquita, de São Paulo, mas ela aceita encomendas e entrega para todo o Brasil. Essas fotos são só um aperitivo, para ver toda a coleção dela, clique no link acima.

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Baby Moment – Capa de Amamentação

 

Essa é uma dica quentíssima da minha amiga Aline, que está gravidíssima da Maria Antônia, e já vai reservar uma para o seu enxoval. Uma capa de amamentação que dá à mamãe e bebê toda a privacidade para a “hora do mamá”.

Essa capa pode ser comprada pelo site Baby Moment e vem em uma embalagem charmosa, ótima para presentear em chá de bebê, vejam:

 

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Como Usar

Mostraremos abaixo o passo a passo de como utilizar o seu Baby Moment. Sua utilização é tão simples como vestir qualquer roupa do seu vestuário, porém iremos ressaltar alguns detalhes importantes, confira:

Passo 01: Arrume a fivela

Passo 02: Vista como um avental

Passo 03: Posicione seu bebê

Passo 04: Mantenha o contato Visual

sábado, 13 de março de 2010

15 benefícios da amamentação para mãe e filho

 

 

A importância do leite materno para o bebê é indiscutível. E cada vez mais estudos mostram que também há vantagens para a saúde da mulher.

Shutterstock

Você sabe que amamentar é fundamental para a saúde do seu filho. Mas já parou para pensar em todos os benefícios que esse ato pode trazer para o bebê e para você? Confira! 
1. O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os 6 meses de idade;
2. Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês;
3. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten;
4. Contém uma molécula chamada PSTI é responsável para proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos;
5. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas;
6. Previne a anemia;
7. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê;
8. Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança.

9. Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida;
10. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia; 
11. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário;
12. Estudo publicado na American Journal of Obstetrics revela que a amamentação reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional;
13. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...);
14. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais;
15. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).

Fonte: Crescer

terça-feira, 9 de março de 2010

O que toda mãe precisa saber para a amamentação dar certo

 

Comida de mãe

É comum que a fome e a sede aumentem após o parto. Os especialistas calculam que são necessárias 940 calorias para produzir 1 litro de leite. Como você acumulou alguns quilos na gravidez, não precisa exagerar no tamanho do prato. Convém apenas evitar dietas que promovam perda rápida de peso (mais de meio quilo por semana). Consuma uma boa variedade de pães, cereais, frutas, legumes, verduras e carnes e três ou mais porções de derivados de leite. Muita água e moderação no café e bebidas cafeinadas – como chá preto e refrigerantes à base de cola – completam os cuidados. Em geral, não há necessidade de eliminar alimentos específicos. Mas, se notar alguma reação gastrintestinal ou na pele da criança quando você come um determinado item, exclua esse alimento do cardápio e observe se o bebê fica bem. Depois de uma semana, volte a consumir o alimento suspeito e, caso seu filho reaja mal, risque-o da dieta.

Fonte: Claudia

quarta-feira, 3 de março de 2010

Frascos para armazenamento do leite materno - Editado

 

Os frascos para armazenamento do leite podem ser de vidro ou plástico especial.

Os frascos de plásticos são produzidos por marcas como promillus, nuk, medela, e alguns acoplam nas bombas – elétricas ou manuais – da mesma marca.

Há, também, frascos de vidro, como os fornecidos pelas empresas WORKMILK e QUALYLEITE , esta última através da loja online MAMIZEN.

Uma dica boa e barata é juntar vidros com tampas de plástico de produtos como Nescafé ou maionese, que têm vidros mais grossos e resistentes à esterilização.

   potespromillus frascos_792

 prod-recipiente                                         Potes Qualyleite

                        

frascosmedela150mlparabombaswing